quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Lula diz que não adotará estilo "paz e amor" em 2010
Da Agência EstadoO presidente Luiz Inácio Lula da Silva transformou a primeira solenidade de 2010 em palanque para a campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), candidata do PT a sua sucessão.
Diante de uma plateia de cerca de mil prefeitos, nove governadores, seis ministros e duas dezenas de parlamentares, Lula desafiou seus adversários - segundo ele, "todos muito letrados" - a fazer "um debate de alto nível" nas eleições deste ano e avisou que não vai adotar o estilo "Lulinha paz e amor" da campanha de 2002. Disse ainda que não permitirá "jogo rasteiro" na campanha eleitoral.
"Estou tão convicto do que vai acontecer neste País no processo eleitoral que nada, absolutamente nada, vai fazer com que eu perca um milímetro do meu bom senso e desviar este País do caminho em que estamos hoje", disse Lula, na solenidade que liberou R$ 3 bilhões para mais de duas mil prefeituras. "Na ausência de discurso programático, vale chutar do peito para cima. O que eles não sabem é que eu sou capoeirista. E estou muito preparado para não deixar a coisa perpassar peito para cima", afirmou.
Coube ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a defesa mais explícita do nome de Dilma para suceder Lula. Disse que a ministra é uma mulher de coragem, decisões e exemplos.
"Isso mostra a ascensão das mulheres nesses anos todos, o exemplo extraordinário que ela dá, naturalmente a contribuição que ela tem dado e vai continuar dando ao nosso País", disse Sarney, que fez questão de ressaltar o governo "extraordinário" que Lula vem fazendo.
Ele lembrou que, em 2010, faz 25 anos que assumiu a presidência da República. "Às vezes acho que é outro País tal foram as transformações na nossa pátria", ponderou.
Ao lado de Sarney, Lula fez um apelo para que os prefeitos mantenham boa relação com o governo federal neste ano de eleições. "Não vou permitir que o jogo rasteiro de uma campanha eleitoral estremeça a grandeza das relações que conseguimos construir", disse o presidente.
Durante todo o discurso, de quase meia hora, Lula fez questão de ressaltar a boa relação com os prefeitos que hoje, segundo ele, não precisam mendigar dinheiro para o governo federal.
A ministra Dilma foi mais técnica em seu discurso. Focou sua fala nas realizações do governo com o projeto Minha Casa Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) .
De olho na aliança com o PMDB, a ministra fez um agradecimento ao líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), pela emenda parlamentar que incluiu no Minha Casa Minha Vida os municípios com até 50 mil habitantes
Diante de uma plateia de cerca de mil prefeitos, nove governadores, seis ministros e duas dezenas de parlamentares, Lula desafiou seus adversários - segundo ele, "todos muito letrados" - a fazer "um debate de alto nível" nas eleições deste ano e avisou que não vai adotar o estilo "Lulinha paz e amor" da campanha de 2002. Disse ainda que não permitirá "jogo rasteiro" na campanha eleitoral.
"Estou tão convicto do que vai acontecer neste País no processo eleitoral que nada, absolutamente nada, vai fazer com que eu perca um milímetro do meu bom senso e desviar este País do caminho em que estamos hoje", disse Lula, na solenidade que liberou R$ 3 bilhões para mais de duas mil prefeituras. "Na ausência de discurso programático, vale chutar do peito para cima. O que eles não sabem é que eu sou capoeirista. E estou muito preparado para não deixar a coisa perpassar peito para cima", afirmou.
Coube ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), a defesa mais explícita do nome de Dilma para suceder Lula. Disse que a ministra é uma mulher de coragem, decisões e exemplos.
"Isso mostra a ascensão das mulheres nesses anos todos, o exemplo extraordinário que ela dá, naturalmente a contribuição que ela tem dado e vai continuar dando ao nosso País", disse Sarney, que fez questão de ressaltar o governo "extraordinário" que Lula vem fazendo.
Ele lembrou que, em 2010, faz 25 anos que assumiu a presidência da República. "Às vezes acho que é outro País tal foram as transformações na nossa pátria", ponderou.
Ao lado de Sarney, Lula fez um apelo para que os prefeitos mantenham boa relação com o governo federal neste ano de eleições. "Não vou permitir que o jogo rasteiro de uma campanha eleitoral estremeça a grandeza das relações que conseguimos construir", disse o presidente.
Durante todo o discurso, de quase meia hora, Lula fez questão de ressaltar a boa relação com os prefeitos que hoje, segundo ele, não precisam mendigar dinheiro para o governo federal.
A ministra Dilma foi mais técnica em seu discurso. Focou sua fala nas realizações do governo com o projeto Minha Casa Minha Vida e do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) .
De olho na aliança com o PMDB, a ministra fez um agradecimento ao líder do partido na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), pela emenda parlamentar que incluiu no Minha Casa Minha Vida os municípios com até 50 mil habitantes
Grupo quer Dilma na polêmica sobre Plano
Da Agência EstadoUma corrente do governo próxima ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva defende a ideia de que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, se exponha mais no debate em torno do Programa Nacional de Direitos Humanos, com o propósito de amenizar os radicalismos e produzir avanços nesse campo em relação aos textos do governo anterior.
Esse grupo, que conta com assessores presidenciais e ministros do governo, acha que o texto produzido no Ministério da Justiça encampa em alguns pontos o ideário ultrapassado, mas o conjunto da obra poderá ser aproveitado por Dilma até com dividendos políticos. Eles avaliam que o programa, embora tenha "pecado pela abrangência" ao encampar assuntos distantes do debate sobre direitos humanos, trata de pendências históricas importantes, como a Comissão da Verdade.
Nesse contexto, o entendimento é que os participantes da resistência nos anos do regime militar já "pagaram um preço" por suas atividades no período, como a clandestinidade, a prisão e até tortura - caso da própria ministra. "É normal que candidato seja cobrado por tudo", disse um auxiliar de Lula. "É preciso perguntar para a Dilma sobre o que ela acha do programa."
Na avaliação desses assessores, a crise dos direitos humanos é um bom começo para o debate eleitoral. "Todos eles, Dilma, Serra e Marina Silva, vão ser a favor da Comissão da Verdade, uma ideia que sairá mais fortalecida da crise", afirmou o auxiliar de Lula.
A tese avança até um cenário em que os integrantes do governo que participaram da resistência armada prestem testemunho à Comissão da Verdade, sem revanchismo e apenas com uma preocupação de revelar a história para as novas gerações.
Esse grupo, que conta com assessores presidenciais e ministros do governo, acha que o texto produzido no Ministério da Justiça encampa em alguns pontos o ideário ultrapassado, mas o conjunto da obra poderá ser aproveitado por Dilma até com dividendos políticos. Eles avaliam que o programa, embora tenha "pecado pela abrangência" ao encampar assuntos distantes do debate sobre direitos humanos, trata de pendências históricas importantes, como a Comissão da Verdade.
Nesse contexto, o entendimento é que os participantes da resistência nos anos do regime militar já "pagaram um preço" por suas atividades no período, como a clandestinidade, a prisão e até tortura - caso da própria ministra. "É normal que candidato seja cobrado por tudo", disse um auxiliar de Lula. "É preciso perguntar para a Dilma sobre o que ela acha do programa."
Na avaliação desses assessores, a crise dos direitos humanos é um bom começo para o debate eleitoral. "Todos eles, Dilma, Serra e Marina Silva, vão ser a favor da Comissão da Verdade, uma ideia que sairá mais fortalecida da crise", afirmou o auxiliar de Lula.
A tese avança até um cenário em que os integrantes do governo que participaram da resistência armada prestem testemunho à Comissão da Verdade, sem revanchismo e apenas com uma preocupação de revelar a história para as novas gerações.
Zilda Arns morre em terremoto no Haiti
Do Paraná-Online/Paula MelechMorreu vítima do forte terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira (12), a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns, 75 anos, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança. A informação foi divulgada na manhã desta quarta-feira (13) pelo gabinete, em Curitiba, do senador Flávio Arns, sobrinho de Zilda.
De acordo com informações do gabinete do senador em Curitiba, a médica caminhava pelas ruas de Porto Príncipe quando foi atingida por escombros de um prédio durante o terremoto.
A médica viajou neste final de semana para encontro missionário em uma entidade chamada CIFOR.US e estava hospedada na sede episcopal. De acordo a assessoria de Zilda Arns, a coordenadora estava no Haiti para levar a metodologia de atendimento da Pastoral da Criança no combate à desnutrição. Ela estava em Porto Principe desde domingo (10) e voltaria para o Brasil nesta sexta-feira (15).
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que está em Brasília, decretou luto oficial de três dias e declarou, através do Twitter, que a morte é uma "grande perda para o Brasil e dor para os amigos". Também pelo micro-blog, o prefeito Beto Richa (PSDB), lamentou o falecimento: "Não existe sensação de perda maior. A humanidade perde com a ausência dela".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia. A informação foi dada pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, ao deixar reunião com Lula na manhã de hoje (13). "O presidente está absolutamente chocado com a toda a situação", disse. O cardeal d. Paulo Evaristo Arns, irmão de Zilda disse que "Ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou".
O senador foi informado do falecimento aproximadamente às 10h30 pelo chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho. Arns embarcou às 11 horas, em Brasília, no avião presidencial, com destino ao Haiti acompanhado do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, além dos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Exército, Enzo Martins Peri. Também viajam representantes do Ministério da Saúde e de órgãos ligados aos Direitos Humanos.
O velório de Zilda deve acontecer na sede da Pastoral da Criança, em Curitiba, e o sepultamento será no Cemitério Água Verde. A data ainda não está definida.
Além de coordenar a Pastoral da Criança, Zilda também é fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A médica ainda foi representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Trajetória
Zilda nasceu em Forquilhinha, em Santa Catarina, é mãe de cinco filhos e avó de dez netos. Escolheu a medicina como missão e enveredou pelos caminhos da saúde pública. Sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba, e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico diversas especializações como Saúde Pública, pela Universidade de São Paulo (USP) e Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).
Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória (PR), criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.
Em 1983, a pedido da CNBB, Zilda Arns cria a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majela Agnello, Cardeal Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, que na época era Arcebispo de Londrina. Foi então que desenvolveu a metodologia comunitária de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6, 1-15).
A educação das mães por líderes comunitários capacitados revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças facilmente preveníveis e a marginalidade das crianças. Hoje, a Pastoral acompanha mais de 1,9 milhões de gestantes e crianças menores seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios brasileiros. Seus mais de 260 mil voluntários solidariedade e conhecimentos sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres.
Em 2004, a Dra. Zilda Arns recebeu da CNBB outra missão semelhante, fundar, organizar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos osmeses por 14 mil voluntários.
Pelo seu trabalho na área social, Dra. Zilda Arns recebeu condecorações tais como: Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famílias carentes, em 2006; Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997) e Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994).
Zilda também conquistou títulos de Doutor Honoris Causa em diversas instituições de ensino superior como Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina.
Ela ainda é Cidadã Honorária de 10 estados e 35 municípios; e foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.
De acordo com informações do gabinete do senador em Curitiba, a médica caminhava pelas ruas de Porto Príncipe quando foi atingida por escombros de um prédio durante o terremoto.
A médica viajou neste final de semana para encontro missionário em uma entidade chamada CIFOR.US e estava hospedada na sede episcopal. De acordo a assessoria de Zilda Arns, a coordenadora estava no Haiti para levar a metodologia de atendimento da Pastoral da Criança no combate à desnutrição. Ela estava em Porto Principe desde domingo (10) e voltaria para o Brasil nesta sexta-feira (15).
O governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), que está em Brasília, decretou luto oficial de três dias e declarou, através do Twitter, que a morte é uma "grande perda para o Brasil e dor para os amigos". Também pelo micro-blog, o prefeito Beto Richa (PSDB), lamentou o falecimento: "Não existe sensação de perda maior. A humanidade perde com a ausência dela".
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou a tragédia. A informação foi dada pelo ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, ao deixar reunião com Lula na manhã de hoje (13). "O presidente está absolutamente chocado com a toda a situação", disse. O cardeal d. Paulo Evaristo Arns, irmão de Zilda disse que "Ela morreu de uma maneira muito bonita, morreu na causa que sempre acreditou".
O senador foi informado do falecimento aproximadamente às 10h30 pelo chefe de Gabinete da Presidência, Gilberto Carvalho. Arns embarcou às 11 horas, em Brasília, no avião presidencial, com destino ao Haiti acompanhado do secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Dimas Lara Barbosa, além dos ministros da Defesa, Nelson Jobim, e do Exército, Enzo Martins Peri. Também viajam representantes do Ministério da Saúde e de órgãos ligados aos Direitos Humanos.
O velório de Zilda deve acontecer na sede da Pastoral da Criança, em Curitiba, e o sepultamento será no Cemitério Água Verde. A data ainda não está definida.
Além de coordenar a Pastoral da Criança, Zilda também é fundadora e coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A médica ainda foi representante titular da CNBB, do Conselho Nacional de Saúde e membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
Trajetória
Zilda nasceu em Forquilhinha, em Santa Catarina, é mãe de cinco filhos e avó de dez netos. Escolheu a medicina como missão e enveredou pelos caminhos da saúde pública. Sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, em Curitiba, e posteriormente como diretora de Saúde Materno-Infantil, da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico diversas especializações como Saúde Pública, pela Universidade de São Paulo (USP) e Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS/OMS).
Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória (PR), criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.
Em 1983, a pedido da CNBB, Zilda Arns cria a Pastoral da Criança juntamente com Dom Geraldo Majela Agnello, Cardeal Arcebispo Primaz de São Salvador da Bahia, que na época era Arcebispo de Londrina. Foi então que desenvolveu a metodologia comunitária de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6, 1-15).
A educação das mães por líderes comunitários capacitados revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças facilmente preveníveis e a marginalidade das crianças. Hoje, a Pastoral acompanha mais de 1,9 milhões de gestantes e crianças menores seis anos e 1,4 milhão de famílias pobres, em 4.063 municípios brasileiros. Seus mais de 260 mil voluntários solidariedade e conhecimentos sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres.
Em 2004, a Dra. Zilda Arns recebeu da CNBB outra missão semelhante, fundar, organizar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de 129 mil idosos são acompanhados todos osmeses por 14 mil voluntários.
Pelo seu trabalho na área social, Dra. Zilda Arns recebeu condecorações tais como: Woodrow Wilson, da Woodrow Wilson Fundation, em 2007; o Opus Prize, da Opus Prize Foundation (EUA), pelo inovador programa de saúde pública que ajuda a milhares de famílias carentes, em 2006; Heroína da Saúde Pública das Américas (OPAS/2002); 1º Prêmio Direitos Humanos (USP/2000); Personalidade Brasileira de Destaque no Trabalho em Prol da Saúde da Criança (Unicef/1988); Prêmio Humanitário (Lions Club Internacional/1997) e Prêmio Internacional em Administração Sanitária (OPAS/ 1994).
Zilda também conquistou títulos de Doutor Honoris Causa em diversas instituições de ensino superior como Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Universidade Federal do Paraná, Universidade do Extremo-Sul Catarinente de Criciúma, Universidade Federal de Santa Catarina e Universidade do Sul de Santa Catarina.
Ela ainda é Cidadã Honorária de 10 estados e 35 municípios; e foi homenageada por diversas outras Instituições, Universidades, Governos e Empresas.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Primeira grande trombada da campanha será entre Requião e Osmar
Do HoraH NewsOs principais pré-candidatos ao governo do Paraná para as eleições deste ano estão se tratando com luvas de pelica. Os candidatos, até agora, não rugem um para o outro, no máximo miam e ronronam.
Motivos para toda essa falta de pegada dos candidatos postos não faltam. Afinal, alguns eram aliados e amigos de infância até ontem (caso de Osmar Dias e Beto Richa), ou mesmo irmãos (Alvaro Dias e Osmar).
Por tudo isso, tinha gente apostando que essa campanha iria ser - pelo menos até que o confronto fosse inevitável - bastante chocha, daquele tipo de dar tédio.
O quadro começou a mudar quando Osmar Dias teve a idéia, não muito feliz, de desfechar um ataque ao governo Requião. Sem mais aquela, Osmar criticou as políticas sociais e apontou supostas falhas nas áreas de saúde e segurança do governo do Estado.
De Requião já se disse tudo, menos que ele não gostasse de um confronto. Na verdade, Requião, costuma subverter o dito popular do sujeito que dá um boi para não entrar numa briga. Requião é do tipo que dá uma boiada para entrar num conflito.
O ataque de Osmar, segundo todas as expectativas, será respondido nesta terça-feira, 12, na escolinha, com material de alta megatonagem política.
Requião, que ainda tem engasgado episódios mal contados da campanha de 2006, em que derrotou Osmar Dias na disputa pelo governo do Estado, se prepara com um arsenal pesadíssimo para dar o troco às críticas de Osmar e avançar sobre novos fronts.
Requião escalou secretários das áreas criticadas por Osmar para dar uma resposta técnica às críticas feitas à sua administração, mas caberá a ele, pessoalmente, dar a resposta política.
Essa resposta, ninguém tem dúvidas, será duríssima. Afinal, Requião é criador e principal teórico da tese que campanha de alto nível é ruim para o eleitor e para a política.
O governador defende a idéia que os partidários da tal “campanha de alto nível”, invariavelmente, são aqueles que têm o rabo preso com alguma coisa.
Morrem de pânico com a idéia de que seus esqueletos podem ser retirados do armário e, por isso, ficam pregando a tal campanha de alto nível onde nada, além de abstrações, poderia ser discutido entre os candidatos.
Como Requião é partidário da tese oposta, ou seja, que tudo pode – e deve – ser discutido publicamente em uma campanha política, não deve surpreender a ninguém se não limitar a sua resposta a dados pontuais a respeito das críticas de Osmar.
A expectativa é que o governador aponte seus canhões para aspectos mal explicados da biografia de Osmar, como o fato do senador ter se tornado proprietário de um latifúndio imenso no Tocantins.
A propriedade questionada de Osmar é a fazenda Lagoa da Prata, maior que boa parte dos principados europeus, teria sido adquirida pelo senador por um preço considerado uma pechincha fora do comum.
O latifúndio, que faria a alegria e o assentamento de milhares de sem-terra, mede 1.740 alqueires goianos. O equivalente a 3.480 alqueires paulistas, ou 8.325 hectares.
Também podem ser abordadas na sessão desta terça da escolinha as ligações perigosas entre o PT e Osmar Dias. Afinal, como se sabe, quando Alvaro Dias se tornou governador em 1986, Osmar foi nomeado secretário da Agricultura e promoveu uma violenta caça as bruxas contra os petistas na Secretaria.
Não ficou pedra sobre pedra. Os petistas foram demitidos, perseguidos e intimidados por Osmar. O mesmo Osmar que hoje anda de braços dados com Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, preparando uma das alianças políticas mais espantosas desde o pacto Ribbentrop-Molotov.
Assunto para Requião não vai faltar. Ainda mais que o governador é um polemista notoriamente criativo e inspirado.
Além de futucar velhas feridas, como lembrar que Osmar escolheu em 2006 um candidato a vice, Derli Donin, que não tinha biografia, mas um alentado prontuário policial, Requião pode encontrar ângulos novos para fazer suas “críticas construtivas” ao senador do PDT.
Seja como for, uma coisa é certa, a sessão da escolinha desta terça-feira será imperdível.
Motivos para toda essa falta de pegada dos candidatos postos não faltam. Afinal, alguns eram aliados e amigos de infância até ontem (caso de Osmar Dias e Beto Richa), ou mesmo irmãos (Alvaro Dias e Osmar).
Por tudo isso, tinha gente apostando que essa campanha iria ser - pelo menos até que o confronto fosse inevitável - bastante chocha, daquele tipo de dar tédio.
O quadro começou a mudar quando Osmar Dias teve a idéia, não muito feliz, de desfechar um ataque ao governo Requião. Sem mais aquela, Osmar criticou as políticas sociais e apontou supostas falhas nas áreas de saúde e segurança do governo do Estado.
De Requião já se disse tudo, menos que ele não gostasse de um confronto. Na verdade, Requião, costuma subverter o dito popular do sujeito que dá um boi para não entrar numa briga. Requião é do tipo que dá uma boiada para entrar num conflito.
O ataque de Osmar, segundo todas as expectativas, será respondido nesta terça-feira, 12, na escolinha, com material de alta megatonagem política.
Requião, que ainda tem engasgado episódios mal contados da campanha de 2006, em que derrotou Osmar Dias na disputa pelo governo do Estado, se prepara com um arsenal pesadíssimo para dar o troco às críticas de Osmar e avançar sobre novos fronts.
Requião escalou secretários das áreas criticadas por Osmar para dar uma resposta técnica às críticas feitas à sua administração, mas caberá a ele, pessoalmente, dar a resposta política.
Essa resposta, ninguém tem dúvidas, será duríssima. Afinal, Requião é criador e principal teórico da tese que campanha de alto nível é ruim para o eleitor e para a política.
O governador defende a idéia que os partidários da tal “campanha de alto nível”, invariavelmente, são aqueles que têm o rabo preso com alguma coisa.
Morrem de pânico com a idéia de que seus esqueletos podem ser retirados do armário e, por isso, ficam pregando a tal campanha de alto nível onde nada, além de abstrações, poderia ser discutido entre os candidatos.
Como Requião é partidário da tese oposta, ou seja, que tudo pode – e deve – ser discutido publicamente em uma campanha política, não deve surpreender a ninguém se não limitar a sua resposta a dados pontuais a respeito das críticas de Osmar.
A expectativa é que o governador aponte seus canhões para aspectos mal explicados da biografia de Osmar, como o fato do senador ter se tornado proprietário de um latifúndio imenso no Tocantins.
A propriedade questionada de Osmar é a fazenda Lagoa da Prata, maior que boa parte dos principados europeus, teria sido adquirida pelo senador por um preço considerado uma pechincha fora do comum.
O latifúndio, que faria a alegria e o assentamento de milhares de sem-terra, mede 1.740 alqueires goianos. O equivalente a 3.480 alqueires paulistas, ou 8.325 hectares.
Também podem ser abordadas na sessão desta terça da escolinha as ligações perigosas entre o PT e Osmar Dias. Afinal, como se sabe, quando Alvaro Dias se tornou governador em 1986, Osmar foi nomeado secretário da Agricultura e promoveu uma violenta caça as bruxas contra os petistas na Secretaria.
Não ficou pedra sobre pedra. Os petistas foram demitidos, perseguidos e intimidados por Osmar. O mesmo Osmar que hoje anda de braços dados com Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo, preparando uma das alianças políticas mais espantosas desde o pacto Ribbentrop-Molotov.
Assunto para Requião não vai faltar. Ainda mais que o governador é um polemista notoriamente criativo e inspirado.
Além de futucar velhas feridas, como lembrar que Osmar escolheu em 2006 um candidato a vice, Derli Donin, que não tinha biografia, mas um alentado prontuário policial, Requião pode encontrar ângulos novos para fazer suas “críticas construtivas” ao senador do PDT.
Seja como for, uma coisa é certa, a sessão da escolinha desta terça-feira será imperdível.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Oficina de Música toma conta da aura curitibana
Do Parana-OnLine/Joyce Carvalho
Curitiba volta a respirar música. Sonoridade de todos os tipos, de todas as origens, de todas as manifestações. Música antiga, erudita, MPB, latino-americana. Esta é a 28.ª Oficina de Música de Curitiba, que começa neste domingo e vai até 31 de janeiro. Curitibanos - ou não - poderão mais uma vez apreciar o talento de estudantes e profissionais que participam do evento. A capital paranaense, nestes 22 dias, se tornará sala de aula e palco.
Cerca de 1,5 mil pessoas já fizeram inscrição para as oficinas. Muitas delas não têm mais vagas. Os alunos vão aprender com profissionais renomados, inclusive com 30 docentes estrangeiros. Entre eles estão o russo Alexander Trostiamsky (violino), o polonês Jan Krzysztof Broja (piano), o francês Jean Philippe Chavey (trompa) e a italiana Enza Ferrari (oficina Ópera Estúdio).
Na opinião de Janete Andrade, diretora-geral da Oficina de Música de Curitiba e coordenadora de música erudita da Fundação Cultural de Curitiba, outro destaque do evento em 2010 é o grupo americano Fry Street Quartet, que se apresentou em diversos festivais internacionais. "A organização da Oficina de Música praticamente começa quando termina uma. Em março já começam os preparativos e em agosto o ritmo fica mais acelerado", comenta. De acordo com ela, é preciso começar a trabalhar cedo para conseguir lugar na agenda dos profissionais convidados, além de montar toda a estrutura necessária para receber tanta gente.
Andrade explica que a organização do evento tem incentivado o aumento de concertos pela cidade, para que a população possa se integrar cada vez mais com os músicos, o que realmente tem acontecido nos últimos anos. Uma das novidades para este ano é o núcleo de cinema, com sessões na Cinemateca e no Paço da Liberdade. "Era algo antes tímido e neste ano foi intensificado. Serão sessões maravilhosas", afirma.
A população de Curitiba e quem estiver passando pela cidade também poderá conferir uma série de eventos - promovidos em parceria com o Consulado da Polônia - que comemoram os 200 anos de nascimento do compositor Chopin. "Chopin sempre foi tocado na oficina, mas agora tem essa visão especial", conta Andrade. Quem gosta de música latinoamericana poderá conferir a arte do candombe, música típica do Uruguai. A diretora-geral da oficina lembra que serão realizados na cidade, até o final do mês, diversos espetáculos com artistas de renome internacional, o que pode ser considerada uma oportunidade única. Algumas atrações terão entrada gratuita; em outras, o ingresso vai custar R$ 10 ou R$ 5, mais um quilo de alimento não perecível.
Além da parte cultural, a 28.ª Oficina de Música de Curitiba também vai levar a sério a questão ambiental. Todo o material de divulgação foi produzido com papel reciclável. As camisetas que serão distribuídas para os participantes contêm PET reciclado. E em parceria com a secretaria de meio ambiente serão plantadas 1,7 mil mudas de espécies nativas para neutralizar as emissões de carbono durante o evento.
Curitiba volta a respirar música. Sonoridade de todos os tipos, de todas as origens, de todas as manifestações. Música antiga, erudita, MPB, latino-americana. Esta é a 28.ª Oficina de Música de Curitiba, que começa neste domingo e vai até 31 de janeiro. Curitibanos - ou não - poderão mais uma vez apreciar o talento de estudantes e profissionais que participam do evento. A capital paranaense, nestes 22 dias, se tornará sala de aula e palco.Cerca de 1,5 mil pessoas já fizeram inscrição para as oficinas. Muitas delas não têm mais vagas. Os alunos vão aprender com profissionais renomados, inclusive com 30 docentes estrangeiros. Entre eles estão o russo Alexander Trostiamsky (violino), o polonês Jan Krzysztof Broja (piano), o francês Jean Philippe Chavey (trompa) e a italiana Enza Ferrari (oficina Ópera Estúdio).
Na opinião de Janete Andrade, diretora-geral da Oficina de Música de Curitiba e coordenadora de música erudita da Fundação Cultural de Curitiba, outro destaque do evento em 2010 é o grupo americano Fry Street Quartet, que se apresentou em diversos festivais internacionais. "A organização da Oficina de Música praticamente começa quando termina uma. Em março já começam os preparativos e em agosto o ritmo fica mais acelerado", comenta. De acordo com ela, é preciso começar a trabalhar cedo para conseguir lugar na agenda dos profissionais convidados, além de montar toda a estrutura necessária para receber tanta gente.
Andrade explica que a organização do evento tem incentivado o aumento de concertos pela cidade, para que a população possa se integrar cada vez mais com os músicos, o que realmente tem acontecido nos últimos anos. Uma das novidades para este ano é o núcleo de cinema, com sessões na Cinemateca e no Paço da Liberdade. "Era algo antes tímido e neste ano foi intensificado. Serão sessões maravilhosas", afirma.
A população de Curitiba e quem estiver passando pela cidade também poderá conferir uma série de eventos - promovidos em parceria com o Consulado da Polônia - que comemoram os 200 anos de nascimento do compositor Chopin. "Chopin sempre foi tocado na oficina, mas agora tem essa visão especial", conta Andrade. Quem gosta de música latinoamericana poderá conferir a arte do candombe, música típica do Uruguai. A diretora-geral da oficina lembra que serão realizados na cidade, até o final do mês, diversos espetáculos com artistas de renome internacional, o que pode ser considerada uma oportunidade única. Algumas atrações terão entrada gratuita; em outras, o ingresso vai custar R$ 10 ou R$ 5, mais um quilo de alimento não perecível.
Além da parte cultural, a 28.ª Oficina de Música de Curitiba também vai levar a sério a questão ambiental. Todo o material de divulgação foi produzido com papel reciclável. As camisetas que serão distribuídas para os participantes contêm PET reciclado. E em parceria com a secretaria de meio ambiente serão plantadas 1,7 mil mudas de espécies nativas para neutralizar as emissões de carbono durante o evento.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Site da OAB-DF sai do ar para recuperar notícias sobre mensalão, diz assessoria
Do G1, com informações do DFTV
O site da OAB do Distrito Federal teve todo seu conteúdo retirado do ar na tarde desta sexta-feira (8) após a divulgação de que notícias sobre o escândalo do mensalão do DEM sumiram do endereço. A primeira modificação na página ocorreu depois da posse do novo presidente da entidade, Francisco Caputo. Ele é advogado do escritório que defende o governador do DF, José Roberto Arruda (sem partido).
A assessoria de Caputo informou ao G1 que o site está sendo atualizado e que, por um erro técnico, as notícias foram apagadas. De acordo com a assessoria, todo o site foi retirado do ar para que as informações fossem restauradas. Uma nota será enviada ainda nesta sexta-feira com esclarecimentos sobre o tema.
De acordo com o coordenador de informática da OAB-DF, Wagner Amaral, o site foi retirado do ar para a conclusão de uma atualização de rotina. “Foi tudo uma grande confusão, sem necessidade. Estamos fazendo uma atualização do site e restaurando o backup com todas as notícias”, informou Amaral, responsável por levar as demandas da OAB-DF à empresa terceirizada que faz a manutenção do site oficial do órgão. “O site deverá estar regularizado, com todas as notícias, até o final de semana”, garantiu.
O site da OAB do Distrito Federal teve todo seu conteúdo retirado do ar na tarde desta sexta-feira (8) após a divulgação de que notícias sobre o escândalo do mensalão do DEM sumiram do endereço. A primeira modificação na página ocorreu depois da posse do novo presidente da entidade, Francisco Caputo. Ele é advogado do escritório que defende o governador do DF, José Roberto Arruda (sem partido).A assessoria de Caputo informou ao G1 que o site está sendo atualizado e que, por um erro técnico, as notícias foram apagadas. De acordo com a assessoria, todo o site foi retirado do ar para que as informações fossem restauradas. Uma nota será enviada ainda nesta sexta-feira com esclarecimentos sobre o tema.
De acordo com o coordenador de informática da OAB-DF, Wagner Amaral, o site foi retirado do ar para a conclusão de uma atualização de rotina. “Foi tudo uma grande confusão, sem necessidade. Estamos fazendo uma atualização do site e restaurando o backup com todas as notícias”, informou Amaral, responsável por levar as demandas da OAB-DF à empresa terceirizada que faz a manutenção do site oficial do órgão. “O site deverá estar regularizado, com todas as notícias, até o final de semana”, garantiu.
Ainda segundo Amaral, a decisão também foi tomada para garantir a integridade do site, já que "após notícias que saíram na imprensa, o site recebeu um grande número de acessos em pouco tempo".
Histórico
O escândalo do mensalão do DEM de Brasília começou no dia 27 de novembro de 2009, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito, o governador José Roberto Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.
Assim que o escândalo veio à tona, a OAB-DF agiu e entrou com pedido de impeachment contra o governador Arruda. A entidade, comandada na ocasião por Estefânia Viveiros, pediu também a cassação dos deputados envolvidos no suposto esquema de pagamento de propina e fez manifestações.
Página desatualizada
No começo da tarde, a página principal do site exibia apenas notícias do dia 7 e 5 de janeiro de 2010. Havia apenas uma de agosto do ano passado e outras de 2007 para trás. As reportagens sobre a atuação da ordem no caso do escândalo do mensalão do DEM sumiram. Se for feita uma busca com o nome "Arruda", só aparece uma notícia do dia 16 de outubro de 2006.
O sumiço das notícias do site da OAB causa estranheza devido à vinculação de Caputo com Arruda. No dia da posse, Caputo garantiu isenção no caso do mensalão do DEM. “Nós não advogamos nesse caso. O meu escritório advoga para o governador em outros processos”, declarou na ocasião.
Para João Pedro Ferraz dos Passos, ex-conselheiro na gestão Estefânia Viveiros, nada devia ser apagado do site. “Essas notícias do site, que não sejam de fato pontuais em relação a este ou àquele diretor, devem permanecer. Elas fazem parte da história da ordem”.
Mais cedo, no começo da tarde, por meio da assessoria de imprensa, Francisco Caputo informou que as notícias foram retiradas do site no dia 5 de janeiro, para atualizar as informações. Por isso, as reportagens de 2008 e 2009 foram retiradas. A assessoria não soube informar porque as notícias de 2007 continuavam na página.
Diário oficial retira homenageados
O nome de Estefânia Viveiros está envolvido em outro "desaparecimento". O nome dela foi excluído da lista oficial dos agraciados com a Medalha Comemorativa dos 200 anos da Polícia Militar do DF.
Em maio do ano passado, ela recebeu a medalha na solenidade da PM. A lista dos homenageados, no entanto, só foi publicada no Diário Oficial do dia 23 de dezembro, depois da Operação Caixa de Pandora, e sem o nome de Estefânia. A ex-presidente da ordem foi a responsável pela condução das representações contra os deputados e o governador Arruda na Câmara Legislativa.
Um outro nome foi excluído desta mesma lista: Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda. Foi ele quem gravou vídeos e cooperou com a Polícia Federal nas investigações do escândalo do DF. Ele também recebeu a medalha em maio e não aparece no Diário Oficial de dezembro.
O escândalo do mensalão do DEM de Brasília começou no dia 27 de novembro de 2009, quando a Polícia Federal deflagrou a operação Caixa de Pandora. No inquérito, o governador José Roberto Arruda é apontado como o comandante de um esquema de distribuição de propina a deputados distritais e aliados.
Assim que o escândalo veio à tona, a OAB-DF agiu e entrou com pedido de impeachment contra o governador Arruda. A entidade, comandada na ocasião por Estefânia Viveiros, pediu também a cassação dos deputados envolvidos no suposto esquema de pagamento de propina e fez manifestações.
Página desatualizada
No começo da tarde, a página principal do site exibia apenas notícias do dia 7 e 5 de janeiro de 2010. Havia apenas uma de agosto do ano passado e outras de 2007 para trás. As reportagens sobre a atuação da ordem no caso do escândalo do mensalão do DEM sumiram. Se for feita uma busca com o nome "Arruda", só aparece uma notícia do dia 16 de outubro de 2006.
O sumiço das notícias do site da OAB causa estranheza devido à vinculação de Caputo com Arruda. No dia da posse, Caputo garantiu isenção no caso do mensalão do DEM. “Nós não advogamos nesse caso. O meu escritório advoga para o governador em outros processos”, declarou na ocasião.
Para João Pedro Ferraz dos Passos, ex-conselheiro na gestão Estefânia Viveiros, nada devia ser apagado do site. “Essas notícias do site, que não sejam de fato pontuais em relação a este ou àquele diretor, devem permanecer. Elas fazem parte da história da ordem”.
Mais cedo, no começo da tarde, por meio da assessoria de imprensa, Francisco Caputo informou que as notícias foram retiradas do site no dia 5 de janeiro, para atualizar as informações. Por isso, as reportagens de 2008 e 2009 foram retiradas. A assessoria não soube informar porque as notícias de 2007 continuavam na página.
Diário oficial retira homenageados
O nome de Estefânia Viveiros está envolvido em outro "desaparecimento". O nome dela foi excluído da lista oficial dos agraciados com a Medalha Comemorativa dos 200 anos da Polícia Militar do DF.
Em maio do ano passado, ela recebeu a medalha na solenidade da PM. A lista dos homenageados, no entanto, só foi publicada no Diário Oficial do dia 23 de dezembro, depois da Operação Caixa de Pandora, e sem o nome de Estefânia. A ex-presidente da ordem foi a responsável pela condução das representações contra os deputados e o governador Arruda na Câmara Legislativa.
Um outro nome foi excluído desta mesma lista: Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda. Foi ele quem gravou vídeos e cooperou com a Polícia Federal nas investigações do escândalo do DF. Ele também recebeu a medalha em maio e não aparece no Diário Oficial de dezembro.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Câmara mais que dobra gastos com horas extras
Da Agência EstadoA Câmara gastou em 2009 mais que o dobro em horas extras que no ano anterior. No ano passado, a Casa pagou R$ 44,4 milhões com horas extras aos funcionários, R$ 17,4 milhões a mais do que os R$ 27 milhões gastos em 2008, o que corresponde a um aumento de 64,44%. Em comparação ao Senado, o valor está aquém dos R$ 87,6 milhões com o pagamento de horas extras, um aumento de R$ 3,7 milhões em relação a 2008, mesmo depois da crise instalada na Casa presidida pelo senador José Sarney (PMDB-AP).
A Câmara paga hora-extra aos servidores que ficam trabalhando quando a sessão do plenário passa das 19 horas. Em 2009, isso aconteceu por 74 vezes. Em 2008, foram 52 sessões noturnas. A assessoria da Câmara argumenta que o aumento desse tipo de gasto foi resultado da nova sistemática adotada pelo presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), nas votações. No ano passado, Temer fez vigorar uma interpretação de que as medidas provisórias não trancam completamente a pauta do plenário, permitindo a votação de um maior número de projetos em sessões que se estenderam pela noite.
Além disso, em relação a 2008, a assessoria considerou o esvaziamento do Congresso por causa das eleições para prefeito e a disputa entre deputados governistas e de oposição na votação do projeto de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), quando o plenário da Câmara ficou com a pauta trancada por um longo período. O aumento de horas extras na Câmara evidencia o ritmo de trabalho adotado por Temer em comparação ao seu antecessor, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Na presidência, Chinaglia adotou a prática de encerrar as sessões nas quais não havia perspectiva de votação antes das 19h, para não gastar com horas extras. Como resultado, a Câmara deixou de gastar R$ 74 milhões com horas extras nos dois anos em que Chinaglia ficou no cargo. A postura do petista lhe rendeu o apelido de "um minuto para as 7", em referência ao horário em que o petista deliberadamente encerrava a sessão. O apelido foi dado por alguns funcionários, irritados por terem seus contracheques minguados com o pagamento de um número menor de horas extras. Em 2007, primeiro ano de Chinaglia na presidência, foram gastos R$ 39,7 milhões em horas extras.
A Câmara paga hora-extra aos servidores que ficam trabalhando quando a sessão do plenário passa das 19 horas. Em 2009, isso aconteceu por 74 vezes. Em 2008, foram 52 sessões noturnas. A assessoria da Câmara argumenta que o aumento desse tipo de gasto foi resultado da nova sistemática adotada pelo presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), nas votações. No ano passado, Temer fez vigorar uma interpretação de que as medidas provisórias não trancam completamente a pauta do plenário, permitindo a votação de um maior número de projetos em sessões que se estenderam pela noite.
Além disso, em relação a 2008, a assessoria considerou o esvaziamento do Congresso por causa das eleições para prefeito e a disputa entre deputados governistas e de oposição na votação do projeto de prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), quando o plenário da Câmara ficou com a pauta trancada por um longo período. O aumento de horas extras na Câmara evidencia o ritmo de trabalho adotado por Temer em comparação ao seu antecessor, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP).
Na presidência, Chinaglia adotou a prática de encerrar as sessões nas quais não havia perspectiva de votação antes das 19h, para não gastar com horas extras. Como resultado, a Câmara deixou de gastar R$ 74 milhões com horas extras nos dois anos em que Chinaglia ficou no cargo. A postura do petista lhe rendeu o apelido de "um minuto para as 7", em referência ao horário em que o petista deliberadamente encerrava a sessão. O apelido foi dado por alguns funcionários, irritados por terem seus contracheques minguados com o pagamento de um número menor de horas extras. Em 2007, primeiro ano de Chinaglia na presidência, foram gastos R$ 39,7 milhões em horas extras.
Entidade faz campanha para atrair jovens à Engenharia
Da Agência EstadoA fim de atrair estudantes do segundo grau para a carreira de Engenharia, a Federação Nacional dos Engenheiros (FNE) enviará para escolas públicas e privadas de todo o País um vídeo de 18 minutos a respeito das vantagens da profissão.
A distribuição será feita a partir do início do ano letivo, em fevereiro. A ideia é estimular os estudantes a optarem pelo curso, que tem grande variedade de opções e especializações.
"Precisamos fazer com que os jovens enxerguem a engenharia como a profissão do momento e do futuro. O desenvolvimento contínuo do País tem de servir de estímulo para o ingresso na carreira", afirma Murilo Pinheiro, presidente da FNE.
Ele não soube precisar a quantidade de escolas que receberão o material, mas afirmou que a distribuição terá alcance nacional. "Ainda estamos fechando os números."
Ele alerta para a falta de engenheiros no País, após anos de desvalorização da profissão. "Projetos como o PAC, o pré-sal e o Minha Casa, Minha Vida demandam milhares de profissionais", salienta.
Segundo números da FNE, que constam do estudo "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", apenas para dar conta do setor petrolífero são necessários cerca de 170 mil profissionais nos próximos anos.
Os 2.032 cursos oferecidos no País formam cerca de 40 mil profissionais por ano, número que precisaria ser dobrado para 80 mil em um prazo de seis a dez anos, nas contas de Pinheiro.
O maior problema, diz ele, é que a taxa de abandono dos cursos de engenharia é altíssima. Apenas 30% dos 140 mil estudantes que ingressam nas faculdades se formam.
A desistência se concentra nos dois primeiros anos. Ele atribui o alto índice de abandono a vários fatores, como a incapacidade de as faculdades reterem os alunos. A forte carga teórica inicial assusta os alunos, que muitas vezes entram despreparados na faculdade. O salário é outra questão.
O piso nacional da carreira é de nove salários mínimos (R$ 4.590), mas na prática o valor é bem menor, apesar da demanda crescente por esse tipo de profissional. "Às vezes, nem o governo respeita o piso", afirma.
Petróleo e gás
Para suprir a falta de profissionais, incluindo engenheiros, no setor de petróleo e gás, a Petrobras financia um plano de qualificação profissional do Programa de Mobilização Nacional da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), que deve chegar até março deste ano com 78 mil profissionais treinados em 15 Estados.
Além desses profissionais, a execução do Plano de Negócios da Petrobras para o período 2009-2013 vai demandar a qualificação de mais 207 mil pessoas, em 185 categorias profissionais, para o atendimento dos empreendimentos previstos para esse período em 13 Estados. Serão investidos R$ 554 milhões no treinamento desses profissionais.
Os cursos de qualificação do Prominp são oferecidos por meio de processos de seleção pública que ocorrem, no mínimo, uma vez por ano nos Estados que possuem empreendimentos do setor de petróleo e gás natural. Se o candidato for aprovado, antes de iniciar o curso ele deverá comprovar os pré-requisitos.
Aqueles que estiverem desempregados durante o período do curso ainda recebem bolsa-auxílio mensal de R$ 300,00 para nível básico, R$ 600,00 para nível médio e técnico e R$ 900,00 para nível superior.
As inscrições para o próximo Prominp serão abertas em 12 de janeiro e vão até o dia 29. Informações podem ser obtidas no site da Fundação Cesgranrio: http://www.cesgranrio.org.br. Os salários variam de R$ 1,1 mil a R$ 5,6 mil.
A distribuição será feita a partir do início do ano letivo, em fevereiro. A ideia é estimular os estudantes a optarem pelo curso, que tem grande variedade de opções e especializações.
"Precisamos fazer com que os jovens enxerguem a engenharia como a profissão do momento e do futuro. O desenvolvimento contínuo do País tem de servir de estímulo para o ingresso na carreira", afirma Murilo Pinheiro, presidente da FNE.
Ele não soube precisar a quantidade de escolas que receberão o material, mas afirmou que a distribuição terá alcance nacional. "Ainda estamos fechando os números."
Ele alerta para a falta de engenheiros no País, após anos de desvalorização da profissão. "Projetos como o PAC, o pré-sal e o Minha Casa, Minha Vida demandam milhares de profissionais", salienta.
Segundo números da FNE, que constam do estudo "Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento", apenas para dar conta do setor petrolífero são necessários cerca de 170 mil profissionais nos próximos anos.
Os 2.032 cursos oferecidos no País formam cerca de 40 mil profissionais por ano, número que precisaria ser dobrado para 80 mil em um prazo de seis a dez anos, nas contas de Pinheiro.
O maior problema, diz ele, é que a taxa de abandono dos cursos de engenharia é altíssima. Apenas 30% dos 140 mil estudantes que ingressam nas faculdades se formam.
A desistência se concentra nos dois primeiros anos. Ele atribui o alto índice de abandono a vários fatores, como a incapacidade de as faculdades reterem os alunos. A forte carga teórica inicial assusta os alunos, que muitas vezes entram despreparados na faculdade. O salário é outra questão.
O piso nacional da carreira é de nove salários mínimos (R$ 4.590), mas na prática o valor é bem menor, apesar da demanda crescente por esse tipo de profissional. "Às vezes, nem o governo respeita o piso", afirma.
Petróleo e gás
Para suprir a falta de profissionais, incluindo engenheiros, no setor de petróleo e gás, a Petrobras financia um plano de qualificação profissional do Programa de Mobilização Nacional da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp), que deve chegar até março deste ano com 78 mil profissionais treinados em 15 Estados.
Além desses profissionais, a execução do Plano de Negócios da Petrobras para o período 2009-2013 vai demandar a qualificação de mais 207 mil pessoas, em 185 categorias profissionais, para o atendimento dos empreendimentos previstos para esse período em 13 Estados. Serão investidos R$ 554 milhões no treinamento desses profissionais.
Os cursos de qualificação do Prominp são oferecidos por meio de processos de seleção pública que ocorrem, no mínimo, uma vez por ano nos Estados que possuem empreendimentos do setor de petróleo e gás natural. Se o candidato for aprovado, antes de iniciar o curso ele deverá comprovar os pré-requisitos.
Aqueles que estiverem desempregados durante o período do curso ainda recebem bolsa-auxílio mensal de R$ 300,00 para nível básico, R$ 600,00 para nível médio e técnico e R$ 900,00 para nível superior.
As inscrições para o próximo Prominp serão abertas em 12 de janeiro e vão até o dia 29. Informações podem ser obtidas no site da Fundação Cesgranrio: http://www.cesgranrio.org.br. Os salários variam de R$ 1,1 mil a R$ 5,6 mil.
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